Resenha: A Menina que Roubava Livros

Oláaa! Vim para falar de um livro lindo e emocionante que eu li há mais de cinco anos. Fiquei apaixonada por ele, lembro que na época até escrevi uma carta para o autor e que depois me toquei que teria que traduzi-la para inglês ( idioma que desconheço, fato kkk) e desanimei - só lamento ter perdido a carta :/


Título: "A Menina que Roubava Livros"
Autor: Markus Zusak
Número de Páginas: 480
Editora: Intríseca
Ano: 2007

A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.

"A menina que roubava livros" é a história de Liesel Meminger contada de forma muito peculiar por uma narradora nunca antes ouvida, a morte. A menina Liesel vive em uma época sombria e assustadora em que um homem "Führer" Hitler e seus seguidores causaram danos irreparáveis a quem era comunista, judeu, negro, etc... A perspectiva da morte nos mostra também a visão de Liesel que aos poucos constrói certa consciência do que está vivendo. Seu irmão morreu e sua mãe teve que dá-la para ser adotada por um casal. Nesse novo lugar, Liesel conhece um acordeão muito carinhoso (seu pai adotivo - Hans Hubermann), uma madrasta Rosa, com punhos de aço, mas uma boa mulher e seu amigo inseparável Rudy Streiner. Liesel, a princípio, não sabe ler, mas tem uma forte atração pelos livros e por isso começa a roubá-los. Seu pai, percebendo essa vontade, resolve ensiná-la a ler. Além desses personagens, há também o Max Vanderburg, , um jovem judeu que seus pais adotivos acolhem e escondem no porão. Esse e outros acontecimentos marcam a vida dessa menina e lhe mostram o caos que sua época está passando.


"A única coisa pior do que um menino que detesta a gente. Um menino que ama a gente."
Markus Suzak - A menina que roubava livros

Minha opinião: Nossa como eu amei esse livro! A primeira vez que o peguei, confesso que fui só até a página 100 e desisti devido a quantidade de páginas ( e também porque estava achando a história monótona demais). Talvez eu ainda não estivesse pronta para ele. Um ano depois aquele livro ainda ficava na minha mente, alguma coisa me dizia que ele tinha algo de especial e que precisava lê-lo.
Novamente, comecei a leitura desde o início e achei o que tanto procurava. É um livro triste e emocionante que relata uma época terrível. Mas também tem humor, compaixão e descobertas. Muitas vezes fechamos os olhos para certos acontecimentos por serem terríveis demais, mas é justamente por isso que precisamos encará-los de frente, para que eles nunca mais aconteçam.  Essa foi a época em que os efeitos da ignorância e preconceito foram bastante marcados. Fico imaginando a quantidade de Liesels, Rudys, Hans, Rosas e Maxs que viveram nesse tempo de alienados e perversos. Rudy, um menino loiro, é sem dúvida: muito fofo, engraço e especial. Conhecido por se lambuzar com a lama e correr pelas ruas imitando o atleta negro, Jesse Owens ganhador de quatro medalhas de ouro nas olimpíadas de 1936 - esse é o exemplos de várias citações que representam a mescla de pessoas e acontecimentos reais com fictícios. A violência e o preconceito ainda não acabaram, estão em toda parte, inclusive em nós. Por isso é preciso tanta reflexão e também combatê-los. Recomendo a todos vocês esse livro: além de servir como uma aula de história, também é uma lição de vida. Adorei esse autor Markus Suzak, a maneira poética que ele escreve, brincando com as palavras. Quero ler mais livros dele.  O mais legal é que fizeram um filme de "A Menina que Roubava Livros e vai ser lançado no cinema *-* Parece estar tão lindo, tomara que não tenham estragado a obra. Segue o trailer abaixo. Beijos!

Deixaram recados na parede do Toalete:
1 comentários:

  1. eu amo este livro um dos meus prediletos
    bezo
    http://guriabunitabykhen.blogspot.com.br/

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