Resenha: Um mundo brilhante

Título: Um mundo brilhante
Autor(a): T. Greenwood
Editora: Novo Conceito
Páginas: 336
Ano: 2011
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Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato. Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática. Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu. Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos.

Depois da resenha da minha amiga Greice lá do blog Amigas e Mulheres, não resisti e passei à frente o livro "Um mundo brilhante". Narrado  em 3º pessoa, a autora conta a história de Ben, noivo de Sara com quem vive há quase sete anos, que se divide entre o trabalho de lecionar e atender em um bar da cidade. É em uma noite fria que a vida dele muda drasticamente ao encontrar um garoto aparentemente morto em frente a sua casa. No dia seguinte, ainda muito impressionado com o que aconteceu, ele vai ao hospital saber notícias do rapaz, quando conhece a irmã dele, Shadi, que abalada o informa que seu irmão, Ricky, não passaria daquele dia. Ben se sente automaticamente ligado a ela por ambos terem passado por situações parecidas, sofrerem da mesma dor, e dessa ligação nascerá uma paixão mais forte que ele. Daí descobrimos que o relacionamento que Ben estava tendo ao lado de sua noiva já estava desgastado, esperando só por um empurrãozinho pra que ele finalmente tomasse a decisão certa de pôr um ponto final naquilo. Uma discussão foi o que bastou para que ele tomasse atitude e abrisse o jogo com Sara e fazer o que seu coração mandava: ficar com Shadi. No entanto, uma notícia inesperada põe tudo a perder, e Ben se vê preso novamente àquela relação.
Apesar do visível esforço de deixar tudo pra trás e voltar a viver sua vida como antes, o destino parece querer uní-lo à Shadi, provocando reencontros entre os dois, principalmente porque Ben está empenhado em descobrir quem provocou a morte de Ricky.
Eu li muita resenha criticando o livro, não pela história em si, mas pelo personagem principal e suas características. O Ben tem tudo que uma mulher detesta, o marido que ninguém gostaria de ter: ele mente pra esposa, não é fiel, nem leal, e mesmo que seja na boa intenção, ele não quer estar naquele relacionamento e mesmo assim continua preso a ele, e ao mesmo tempo prendendo Sara àquela mentira. Ele até que se esforça bastante pra andar nas rédeas, mas a atração por Shadi é forte demais, deixando-o sem controle de suas ações. 
Mesmo assim, o que eu senti no decorrer do livro foi que ele não amava Shadi de verdade. Ele só se sentiu atraído por terem algo em comum. Ele viu nela a dor que ele também sentia. Por isso eu não sabia se torcia pra ele ficar com a Sara - por quem visivelmente ele ainda sentia um grande carinho -, ou se ele devia largá-la pra se entregar àquela novidade ao lado de Shadi.   
Apesar do título, infelizmente, no final do livro o mundo de Ben não terminou tão brilhante assim.  
Spoiler: Eu achava que no final ele iria se tocar de que realmente amava a noiva dele, porém não foi bem isso que aconteceu. Ele continuou preso à vidinha dele, forçadamente, vivendo e ao mesmo tempo não vivendo.
E confesso, que ao contrário do restante do público feminino, não desgostei do personagem. Gostei do fato de ele ser humano. A gente está tão acostumada a ler aqueles livros em que os homens são todos perfeitinhos... foi bom ler sobre alguém com seus defeitos. Claro que desaprovo algumas das atitudes do Ben, e fiquei chateada várias vezes pelas coisas que ele fazia, mas meio que entendo o lado dele. Ele só estava tentando fazer o que ele achava que era certo, mesmo que fosse contra seus próprios desejos, digamos assim.  
Agora comentando sobre o livro físico, adorei a capa, é toda brilhosa, bem legal. Sobre a maneira como a autora narra, é ótimo, fácil de entender, e viciante, você se vê preso a história do início ao fim; há muitos diálogos, e os capítulos são curtos, o que também acho legal, acelera a leitura. Apesar de ter mais de 300 páginas, li o livro em apenas um dia. Foi muito rápido. Até porque eu estava sentindo muita falta de um bom livro de drama. rs

Nota:

Deixaram recados na parede do Toalete:
2 comentários:

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